Músicos que ficaram famosos depois de velhos

O mercado musical tem sede de novos artistas. Infelizmente, o duplo sentido volta a dar as caras, pois não basta ter uma carreira nova, mas ser jovem também. Essa é a regra da demanda.

Seja pela boa fase criativa, pela coragem, pelo carisma ou pelo gosto, é fato que os músicos despontam logo na juventude e, se forem bons, aguentam anos no mercado. 30 anos é considerado velho demais para começar uma carreira, mas os artistas deste post mostram que idade não é desculpa para fazer boa arte.

Adoniran Barbosa

Apesar do samba ser inevitavelmente relacionado ao Rio de Janeiro, por ser o berço de grandes artistas, acontece de outros lugares terem grandes expoentes do gênero. São Paulo, por exemplo, foi agraciada com Adoniran Barbosa, um legítimo fazedor de sucessos.

Por trás da figura do homem que dividia carreira de músico, ator e humorista, estão algumas informações pouco conhecidas. Seu nome por exemplo: ele nasceu como João Rubinato, e adotou Adoniran como nome artístico por achar que dá mais a impressão de sambista. Também passa em branco a carreira tardia do paulista, que apesar de cantar e compor para incrementar no papel de humorista, só foi lançar discos na década de 50, aos seus 40 anos, e teve seu auge aos cinquenta!

Admirador e idealista da cidade de SP, o músico popular teve seus últimos dias de vida esquecido, pobre e triste. Não entendia pra quê tanta modernização no mundo.

Susan Boyle

Todos conhecemos sua ascensão meteórica. A senhora insegura e desprovida de qualquer componente dos padrões de beleza impressionou os jurados e a platéia do programa Britain’s Got Talent com sua potente voz. Não tardou para impressionar o mundo com a viralização de sua apresentação, e logo assinou contrato com o selo Sony Music.

Mais tarde, após incansáveis entrevistas e exposição na mídia, sabemos que Boyle teve uma infância dificil e uma vida pacata até seus 49 anos, quando alcançou o sucesso. Cantava apenas por entretenimento e morava só com um gato há algum tempo. Diferente de muitos sucessos momentâneos, a epopeia da cantora britânica não acabou cedo: em 2009 teve o álbum mais vendido do ano e, até 2011, mais de 14 milhões de CDs vendidos.

Cartola

Outro sambista, outro expoente, outro que começou tarde. Como muitos, o carioca Angenor de Oliveira, apelidado de Cartola, demonstrou cedo o gosto pelo samba, mas nunca se dedicou à carreira por dificuldades financeiras. Tinha lá seus amigos músicos, mas o alcance de sua música era regional. Somente aos 66 anos, em 1974, que começou a gravar discos, e o sucesso e reconhecimento foi instantâneo.

Suas composições hoje são consideradas clássicas, e já nasceu assim! Inspirado por Noel Rosa, teve uma carreira curta e com grande impacto. A diferença é que Noel começou cedo e morreu cedo.

Los Del Rio

Antonio Romero e Rafael Ruiz tinham apenas 14 anos quando decidiram fazer um dueto de flamenco, a música tradicional da Espanha, terra dos rapazes, misturado com pop. “Rapazes” no contexto, porque hoje já alcançam a terceira idade. A dupla de cantores sempre levou a carreira com um sucesso regional, e ficava por aí. Só começaram a gravar músicas em estúdio, por exemplo, 32 ano depois de formada a banda.

Em meados dos anos 90, a gravadora espanhola que assinavam foi comprada por uma americana, e foi aí que os acontecimentos conspiraram para o sucesso global. Os novos produtores viram o potencial da música “Macarena”, gravada dois anos antes, e resolveram regravar para o mercado americano. O clipe e a música atingiram os topos das paradas, e a dança teve em 96 um grande sucesso. A essa altura a dupla estava quase em seus 50 anos.

Apesar de continuarem em atividade, o grupo nunca mais teve outro sucesso, o que chamamos de one hit wonder. A Austrália e Espanha foram os países com maior receptividade para a carreira pós-sucesso dos espanhóis.

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Onde encontrar músicas e clipes de qualidade

Dizem por aí que a MTV já não é a mesma. Dizem que não se vê tantas músicas novas e boas na televisão como antigamente. Nostalgia ou não, o fato é que a TV realmente está perdendo espaço para a internet. O Youtube, por exemplo, se tornou um dos meios mais usados para divulgação de música e, como diferencial, ainda possibilita um feedback melhor que os meios convencionais. Não é à toa que os vídeos mais vistos em 2012, quase em sua totalidade, foram musicais.

Mas como, nesse oceano de vídeos, achar clipes e gravações inéditas e de qualidade? Essa pergunta já é respondida há algum tempo por algumas empresas que se dedicam a postar na internet shows e acústicos de diversas bandas. Algumas delas já estão aí antes mesmo do surgimento do Youtube! Apresento, então, três canais do Youtube que têm essa proposta, que é  uma boa maneira de acabar conhecendo bandas novas. Precisamos de MTV, no fim das contas?

Showlivre

É um site especializado em música que a mais de uma década está na internet. Atualmente é parceiro do MSN, e além de blog tem um canal homônimo no Youtube que divulga com frequência apresentações de bandas, sejam elas conhecidas ou underground. Com mais de nove mil vídeos postados, o Showlivre é um dos canais mais versáteis e ecléticos, causa até susto ouvir uma banda de metal em um dia e MPB no outro. Artistas como A Banda Mais Bonita da Cidade (apresentando música novas) e Falamansa, entre muitas outras, fazem parte do repertório.

A Banda Mais Bonita da Cidade em Balada da Contramão, mostrando que é muito mais que Oração.

O Terno em Modão de Pinheiros, inspirado no rock sessentista.

Burberry Acoustic

O canal gringo é um dos meus favoritos. Aposta nas diversas bandas do crescente indie folk, mas por ser acústico não deixa de divulgar música que facilmente se passam por românticas, country ou de gêneros parecidos. Possui uma fotografia excelente, e a ambientação, assim com as músicas apresentadas, é impecável. Os artistas podem parecer hipster ou fashions demais, mas com uma razão: Burberry é na verdade uma marca de roupa de luxo. Eu, um ferrenho crítico do mercado de luxo ouvindo esse canal? Sim, e ainda assim gosto muito. Ótima estratégia de marketing. Bandas como Keane já se apresentaram, mas a graça mesmo está em ver artistas independentes e desconhecidos dando um show de qualidade.

Keane em Disconnected

Irmãos Flynn em Amazon Love

Música de Bolso

Apesar de ter entrado em um hiato de seis meses, é um dos canais com artistas mais conhecidos. Zélia Duncan, Mallu Magalhães, Móveis Coloniais de Acaju e Vanguart já deram suas colaborações. Assim como o Burberry Acoustic, a Música de Bolso investe em cenários e ambientações diferentes e belas, agregando ainda mais emoção e qualidade. Também possui site e blogs, e queira Deus que voltem a produzir vídeos.

Zélia Duncan em Dor Elegante

Mallu Magalhães em Make It Easy

Existem mais canais do mesmo gênero, talvez não exclusivamente de música, como a TV Folha e o Papo de Homem. O importante é valorizar as produções de conteúdo e, obviamente, conhecer e se entreter com o que a boa música propicia.

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Site de música Trama Virtual chega ao fim

A Trama Virtual anunciou nesta quinta-feira (28) o encerramento das atividades de seu site. A página da internet, que conta com material de 78 mil bandas, sairá do ar no dia 31 de março.

Segundo o produtor e empresário João Marcello Bôscoli, dono da Trama Virtual, os motivos que levaram ao encerramento das atividades do site não são de ordem financeira. “Hoje, a gente concorre com gigantes como iTunes, Facebook, YouTube, Twitter, entre outros. Quando a gente surgiu, tinha um caráter muito inovador, que hoje não tem mais”, disse Bôscoli.

“Hoje, as bandas têm todas essas outras plataformas para divulgar seu trabalho. Temos um crescimento pequeno e acredito que, no fim deste ano, talvez no ano que vem, entrássemos no vermelho”, afirmou à Folha de S. P.

“Mas o fim da Trama Virtual é uma questão filosófica. É como você criar um blog e ser o único. Depois, criam 4 mil blogs e você passa a ser mais um. É como tantos jogadores de futebol que a gente gosta, que esperam entrar num período ruim para encerrar a carreira. Não é o nosso caso”, completa o produtor.

Ainda segundo Bôscoli, a Trama Virtual vai cumprir com os compromissos restantes e pagar às bandas os downloads remunerados que estejam pendentes. Ele também comenta que os artistas do site são independentes e que não têm nenhuma relação contratual com a Trama.

“Hoje, o Facebook está na agenda a humanidade. Nós achávamos que iríamos durar sete anos, pela obsolescência programada. Dez anos no mundo digital é muito tempo. Hoje as bandas conseguem divulgar seu trabalho em outros lugares.”

Entre as 78 mil bandas que utilizam o site para divulgar seu trabalho, estão artistas como Fresno, Teatro Mágico, Nasi, Vanguart, Cine, Forgotten Boys, Wander Wildner, entre outros que oferecem na página músicas para download, fotos e a agenda de shows.

Mesmo com o encerramento das atividades do site, Bôscoli diz que a marca Trama seguirá atuando em outras áreas, como já fazia.

“Vamos prosseguir com a editora, com o estúdio, com o agenciamento de artistas, com nosso canal no YouTube. Hoje, recebemos 220 bandas por ano no estúdio e subimos mais de dois mil vídeos no YouTube anualmente. Estamos também montando a nossa própria loja digital da Trama. E vou mergulhar na música voltada para a educação. Tenho um projeto ainda em fase de consultoria, mas não posso dar detalhes”, informou Bôscoli.

Fonte: Folha de S. P.

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O som dos baianos

Dizem que existem três Bahias: a de Jorge Amado e de Caymmi, a de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tropicália; e a do Axé. Atualmente a mais comercial e deliberadamente espalhada por aí é a última, a Bahia da Ivete Sangalo e Daniela Mercury. Nada mais justo, portanto, que eu tentar puxar a corda pro outro lado e falar da Bahia que marcou o jeito do brasileiro fazer música e deixou traços um pouco menos carnavalesco do que costumamos relacionar hoje.

Essa é a primeira postagem de uma série que mostra grandes artistas de cada Estado. A ideia não é rotular e segregar, mas exatamente revelar que cada estado tem sua importância na diversidade cultural do já diverso Brasil.

Raul Seixas

Raul nasceu na capital Salvador, em 1945. O baiano filho de engenheiro sempre teve um desempenho pífio na escola, segundo ele, por um ótimo motivo: ouvir rock e ler livros. Raul dizia: “tudo o que aprendia era nos livros, em casa ou na rua. Repeti cinco vezes a segunda série do ginásio. Nunca aprendi nada na escola. Minto. Aprendi a odiá-la”.

Entre tantas práticas de gazeação de aula, Raul acabou fazendo parte de turmas de rua, daquelas que arrumam brigas e vandalizam. O motivo para ele se envolver, na verdade, era o bom e velho rock n’roll, visto que sua gangue era conhecida como Elvis Rock Club. E a partir daí, num dos poucos grupos roqueiros da capital baiana, Raulzito foi amadurecendo como músico até chegar ao estrelato, nos anos 70.

O baiano hoje é considerado como um dos pais do rock brasileiro, influenciando muito a juventude na época da ditadura e a maneira de adaptar o rock ao cenário nacional. Em suas músicas, por exemplo, o místico Raul fazia questão de acentuar seu sotaque e fazer referências a grandes músicos brasileiros, sem medo de parecer brega ou estranho – e muitas vezes o era. Mas quem disse que o estranho não pode ser bom?

Tente Outra Vez, de Rau Seixas.

Dorival Caymmi

Outro natural da capital, Caymmi foi um dos primeiros a mostrar a influência baiana no samba e no que viria a ser a bossa nova. Começou a carreira na década de 30, que durou até sua morte em 2008. Aprendeu música em casa, com os pais, e só foi se dedicar inteiramente a ela quando estreou na rádio.

Seu samba bem humorado, como Sodade Matadera, influênciou muito esse gênero, servindo de referência para outros artistas/humoristas como Adoniran Barbosa, compositor de Tiro ao Álvaro. Outra vertente que Caymmi caracterizou bem foi o chamado samba-exaltação, aquele que fala das terras e culturas brasileira de forma idealista. Foi esse tipo de samba que conquistou o mundo afora, formando boa parte do estereótipo brasileiro, de praiano de bem com a vida. Um exemplo claro é a música Você já foi à Bahia?, que fez parte do filme homônimo da Disney (The Three Caballeros, na versão original).

Você já foi à Bahia?, versão original. Clique aqui para ouvir a versão do filme da Disney.

João Gilberto

Nascido no sertão baiano, na cidade de Juazeiro, na década de 30, João Gilberto logo cedo se mostrou nascido para a música. Com sete anos, percebeu um erro no órgão da igreja mesmo quando um coro imenso cantava! Esse ouvido absoluto mais tarde se transformaria em um perfeccionismo extremo, que inclusive o faria abandonar shows por ele considerar sem a acústica adequada.

Tido como o papa da Bossa Nova, João Gilberto antes dos 12 já tocava percussão em grupos musicais. Aos 14 começou ganhou um violão, e o constante contato com o samba de Dorival Caymmi e de jazzistas americanos como Duke Ellington já o preparavam para criar o ritmo Bossa Nova, que mistura exatamente os dois gêneros.

Sua carreira começou de fato na década de 50, e logo se tornou uma lenda viva. Basta pensar no sucesso que a Bossa Nova fez e faz no mundo até hoje e nos inúmeros prêmios que ganhou. Como se não bastasse, seu trabalho foi primordial na formação de outros grandes músicos brasileiros.

Chega de Saudade, de Tom Jobim, interpretado por João Gilberto.

Pitty

Apesar de atualmente a música baiana ser relacionada às cantoras de axé, não podemos esquecer que o legado de Raul Seixas ainda está presente em bom tom. Pitty, por exemplo, teve o cantor como uma das principais influências na sua formação musical. Nascida em Salvador e criada em Porto Seguro, a baiana é filha de músico e dono de bar, e desde cedo esteve em contato com cantores nacionais e internacionais dos anos 60 e 70. Quando decidiu seguir a carreira musical, o destino não poderia ser outro, e hoje Pitty é uma das roqueiras mais bem sucedida do país.

Não deixando de lado seu espírito mais calmo e melancólico, a cantora fundou em 2011 com seu conterrâneo Martin a banda Agridoce, que faz um folk que mostra que gêneros gringos podem ser cantando em português sem o menor problema, ao contrário do que muito se prega.

Me Adora, um dos maiores sucessos da cantora.

Caetano Veloso e Maria Bethânia

Santo Amaro é uma cidadezinha histórica. Não só pelos seus mais de quatrocentos anos de existência mas por dar ao mundo não um, como se não bastasse, mas dois músicos que ajudaram a moldar a música brasileira contemporânea. Em 1942 a hoje finada Dona Canô dava à luz a Caetano Veloso, o quinto de oito filhos. Quatro anos mais tarde, nascia Maria Bethânia, que nasceu já musical: seu nome veio em homenagem à canção de Nelson Gonçalves com o mesmo nome, música que fazia sucesso na época.

Coração Ateu, de Maria Bethânia, que não é, por sinal, de fato atéia.

Uma curiosidade que merece atenção é que Maria Bethânia, apesar de mais nova, foi quem iniciou no mercado musical primeiro. No início dos anos 60 ela assinou contrato com uma gravador e daí passou a fazer parcerias com Caetano. Em carreira solo e com o grupo Doces Bárbaros (que também contava com Bethânia e Gilberto Gil), Caetano guiou o movimento Tropicália para valorizar a música nacional. E como fizeram isso? Com misturas que é a genuinamente brasileira. Elementos do rock, pop, bossa nova, samba, entre outros fizeram parte do gênero que hoje nos referimos como MPB (Música Popular Brasileira).

Tropicália, um ótimo exemplo da mistura que o Tropicalismo faz.

Gilberto Gil

O filho de médico nasceu na capital Salvador, mas logo cedo se mudou para Ituaçu, na época um vilarejo da Bahia. Voltando à capital para estudar, o pequeno Gil ganhou um violão da mãe e conheceu as música de João Gilberto. Prática vai, prática vem, e o sucesso de Gil foi um resultado natural. Ao lado de Caetano Veloso, propagou o movimento Tropicalismo e, como não podia deixar de ser, incomodou muito os militares com suas músicas de protesto.

Exilado, assim como vários parceiros musicais (como Caetano Veloso), Gilberto Gil passou a viver em Londres e a compor para o público europeu. Inevitavelmente, ganhou conceito lá, e só voltou ao Brasil na década de 70.

Vamos Fugir, um dos maiores sucessos de Gilberto Gil.

Com certeza tem muitos outros artistas baianos que mereciam ser citados. Se você lembra de algum, deixe nos comentários!

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Thom Yorke aposta em nova dança bizarra

Desta vez não foi com o Radiohead, mas com a banda Atoms For Peace, um projeto paralelo que inclui o baixista Flea (Red Hot Chili Peppers) e até um brasileiro, Mauro Refosco. A banda existe desde 2009, e lançou nesta quinta-feira (28/02/2013) um videoclipe da música Ingenue. Nem a direção escapou dos holofotes: Garth Jennings, que também dirigiu o famoso “clipe da caixinha de leite” (Coffee and TV, do Blur).

Se já não é bizarro o suficiente imaginar Flea e Thom Yorke na mesma banda com uma música experimental, é só acrescentar dança contemporânea. Tudo fica mais bizarro com dança contemporânea. Mas, dessa vez, a impressão que me passou foi de mais do mesmo, já que ano retrasado Thom Yorke tinha feito uma dança tão esquisita quanto, mas mais improvisada e intimista, no viral Lotus Flower. Acrescente o fato que agora há uma dançarina profissional no vídeo, dificultando bastante os passos de Yorke. Em palavras mais sinceras, senti que Ingenue ficou às sombras de  Lotus Flower, tanto musicalmente quanto cinegraficamente.

A grande verdade é que dança nunca foi uma arte que me comoveu ou que entendi. Que diria da dança contemporânea, então. Há quem goste do trabalho, mas obviamente não é meu caso, sou indiferente. Quanto a música, não é ruim, mas deixa a desejar quando sabemos dos integrantes da banda. Mas não me entenda mal, eu até gostei da música. Verdade seja dita, eu provavelmente gostaria até de ouvir Camaro Amarelo na voz de Thom Yorke. Há uma influência muito grande de Radiohead, especificamente dessa nova fase experimental do álbum The Kings of Limbs. Para seu próprio bem, não espere nada de RHCP na música!

Será se o vídeo se torna outro viral? Talvez até se torne, visto a grande propaganda em torno da ‘nova dança bizarra de Thom Yorke’. Eu mesmo estou ajudando na divulgação ao escrever esse post, mas só você pode julgar se merece essa atenção toda.

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Paul McCartney retorna ao Brasil

Sir Paul McCartney, ex-beatle e um dos mais conceituados dos músicos populares, deve voltar ao Brasil entre o fim de abril e começo de maio deste ano com sua turnê On the Run – que passou por Recife e Florianópolis no ano passado – em Fortaleza, Ceará. A informação foi divulgada pelo secretário Especial da Copa no Ceará, Ferruccio Feitosa, neste final de semana, alimentando expectativas sobre os rumores que ocorriam desde o início do ano passado, quando o britânico teria começado a negociar o espetáculo.

Segundo o secretário, as negociações avançaram quando a produtora do músico questionou se a Arena Castelão estaria pronta para receber o espetáculo, que seria o maior já recebido pelo estado. Totalmente reformado, o estádio será um dos que receberá jogos da Copa de 2014. Além da capital cearense, especulam-se novos shows no Rio de Janeiro, São Paulo e em Belo Horizonte para este ano. Informações sobre as datas precisas e ingressos deverão surgir em breve.

Novo em folha, o estádio Arena Castelão abrigará o maior show do Ceará.

FONTE: Clicbrs.com.br e Omelete.com.br

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Dicionário Musical

Um dia me dei conta de que aqui no blog uso muitos vocábulos que podem parecer estranhos e incompreensíveis para muita gente que não é tão apegada à música. Então me veio a ideia de fazer um pequeno dicionário com todos esses termos que é de relevância para melhor compreensão dos meus artigos ou de qualquer outro sobre música.

Eu mesmo, quando era um moleque ainda começando a me interessar por música, confundia muitos termos musicais. Achava que um álbum da Madonna eram fotos que a cantora vendia para os fãs, que balada era a típica música de boates e que quando uma banda assinava com um selo, ela deveria colocar selos de cartas em todos os CDs. Pode parecer absurdo, mas são confusões comuns. Se você também tem alguma dessas dúvidas, não deixe de conferir esse post!

E uma ressalva: os termos que me refiro são sobre a indústria e mercado musical, não sobre as partes técnicas e artística. Se a imagem estiver pequena para ler, basta clicar nelas para ver em um tamanho mais confortável. Se o leitor souber outros termos que deveriam ser incluídos, coloque nos comentários, é sempre muito bem vindo. Bom proveito!

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Termos no dicionário: Acústico, Álbum, Álbum Conceitual, Balada, Billboard, Concerto, Cover, Compacto simples/duplo, Cachê, Coletânea, Concerto, Dueto, Disco de ouro, disco de platina, disco de diamante, Discografia, Empresário, Ep Estéreo, FIIF, Feat, Gênero, Gravadora, Guitarra Rítmica, guitarra Melódica, Hit, Hot 100, Indie, Interpretação, Lado A, lado B, LP, Mashup, Mixagem, Mono, NME, One Hit Wonder, Paradas, Produtor, Regravação, Remix, Selo, Single, Sintetizador, Solo, Turnê, Top 200.

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