Archive | dezembro 2012

Exposição com elementos de clipes famosos

Chega ao Brasil (São Paulo) em dezembro a exposição Spectacle – The Music Video, que surgiu nos EUA em março deste ano. A exposição integra o Music Video Festival, no Museu da Imagem e do Som, que vai de 12/12 a 27/01. A ideia é mostrar através de instalações, palestras e discussões a importância do videoclipe como formador de cultura e blablabla. Não me entenda mal, eu não desmereço o ‘blablabla’! Apenas não pretendo fazer deste post um espaço de discussões pseudo-intelectual, mas sim mostrar as curiosas e interessantes instalações que a o festival oferece. Honremos a proposta deles: mais imagens e menos palavras.

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A caixinha de leite é um personagem do clipe Coffee and TV da banda Blur. A réplica acima possui 1,5 metros.

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Instalação representa cena do clipe Wanderlust da islandesa Björk. A cena é encontrada ao 2:39 do vídeo:

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O hit Take On Me, do a-ha, também foi homenageado. Na trama, o vocalista é um personagem de quadrinho que se apaixona por uma garota real. Confira o vídeo:

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A banda de rock The White Stripes gravou um clipe reproduzido inteiramente com peças de lego, utilizando stop-motion. Uma das peças originais está exposta no festival, que ganhou também uma sala inteira em homenagem.

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Além dessa pequena amostra, a exposição tem muito mais material. Se estiver interessado, pesquise mais que vale a pena!

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Especial de Natal – Parte II

Continuando o post especial para o Natal (clique aqui para ver a parte I), apresento aqui alguns gêneros mais diferentes. Por que não dar uma brasileirada no post e apresentar algumas canções brazucas?

Com uma breve pesquisa já dá para perceber que nosso repertório festivo é composto, em grande parte, por versões das gringas. Mas não é nada demais, é um processo natural. Perceba qual é o estereótipo do Natal aqui no Brasil: Papais Noéis de luvas e toucas por todo lugar; decorações de neve; propaganda com cidadãos empacotados com casacos… Tudo isso em pleno verão escaldante, em um país tropical onde nozes e outros alimentos característicos são raros e caros. Ou seja, é uma das festividades mais importadas dos ianques. Temos que nos contentar, no final das contas, com o Padre Marcelo Rossi cantando Então é Natal (Happy X-Mas) do ateu John Lennon e o sambista Dudu Nobre catando Sino de Belém, a versão brazuca de Jingle Bells.

A música começa aos 1:30

O clima musical, em geral, parece tem um ar bastante infantil no Brasil. As massivas interpretações de cantigas natalinas – Dominguinhos cantando O velhinho no seu forró, por exemplo – contribuem imensamente para isso. Vez ou outra deixa de ser infantil para ser sádico e raivoso, com o Papai Noel Filho da P*ta, dos Garotos Podres. Péssima música, mas chega a ser engraçado tamanha dedicação ao ódio. Mas nem tudo são cactos e mamonas venenosas. Incrivelmente a qualidade é melhor quando o sentido do Natal é mais religioso por aqui. Eis Hino de Reis, de Chitãozinho e Xororó, que narra a ida dos três reis magos à Belém.

A qualidade do vídeo é de um powerpoint de corrente de email. Mas a da música se sobressai ao contexto geral.

Voltando às origens da tradição, vemos que existe uma sonoridade característica para músicas natalinas. Talvez exatamente a infantilidade que mencionei acima. É alegre, tem algo de folk, tem algo de country. É cantiga. Com esses elementos que o grande compositor folk Bob Dylan nos apresentou em 2009 Must Be Santa, mostrando como ser tradicional sem ser maçante.

Por fim, que tal fechar o especial com a doce melodia de Chris Martin? Dois anos atrás os britânicos de Coldplay lançaram Christmas Light para sair da seca de quase dois anos sem lançar música alguma. A música, apesar de boa, está longe de estar entre as melhores da banda. Mas o clipe agrega um conforto e um charme muito maior à canção, que acabou se destacando na época.

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Especial de Natal – Parte I

Oi? Você não gosta do Natal? É a época que nossa sociedade aflora a hipocrisia e o consumismo sem pudor? Não sejamos tão chatos, até o comercialismo do Natal tem o seu lado bom. Rabanada, panetone, biscoitos, arroz com passas… Disso você gosta, né? E tem mais, que é o ponto desse post: as músicas. Essa época é muito marcada pelas músicas ditas ‘clássicas do natal’. Totalmente natural, visto que as tradições exigem rituais, e os feriados não fogem à regra. São anos e anos que ouvimos ‘Jingle Bells’, ‘Noite Feliz’ e outros mimos do gênero (curiosidade: essas músicas mais conhecidas chegam a ter mais de 150 anos!). Por outro lado, é também nessa época que uma enxurrada de novas músicas com inspiração natalina são despejadas no mercado, com muitos artistas conceituados querendo colaborar para o espírito natalino e também, por que não, descolar uma bufunfa. Vamos conhecer agora uma pequena amostra do vasto acervo de músicas-natalinas-dos-artistas-famosos.

Acho justo começar com The Killers. A banda de Las Vegas lança um single natalino desde que começou a carreira (clique aqui para ver o deste ano), e fica até difícil escolher uma para colocar aqui entre tantas boas. A Great Big Sled, em pareceria com Toni Halliday, é uma das preferidas dos fãs. A minha preferida é Joseph, Better You Than Me, que conta com ninguém menos que Elton John no piano e no vocal! Apesar de ser subestimada, expressa muito bem o clima natalino para os cristãos, visto que Brandon Flowers, vocalista do The Killers, é mórmon. Mas a escolhida para o post passa longe disso. O divertidíssimo clipe de Don’t Shoot Me Santa (não atire em mim, Papai Noel) mostra um bom velhinho bem hardcore, ou melhor, um mal velhinho. Aprecie a ótima música e idem clipe:

Retrocedamos um pouco no tempo, lá para o fim da década de 50. Nessa época o cantor Bobby Helms lançou Jingle Bells Rock, que se tornou tão popular que até hoje é um grande alvo de covers. Chris Brown, Lindsay Lohan, a série Glee, e muitos cantores pops regravaram a canção. Os roqueiros não ficaram para trás, sendo que bandas como Lynyrd Skynyrd e Billy Idol também regravaram a canção. Mais de 40 artistas, no total. Um curioso caso do cantor Bill Haley ocorreu, pois sua versão da música só foi liberada pela gravadora 30 anos depois de gravada! Deixo aqui para seus ouvidos a versão de Billy Idol, que é uma das mais parecidas coma  original. Difere na produção: chega a ser melhor!

Aproveito esse parágrafo para matar dois coelhos com uma cajadada só. Ou três, ou dez, ou mil coelhos. Percebo que existe uma afinidade muito grande, diria até compulsão, entre jazz e música natalinas. Pretendo, então, citar várias músicas natalinas gravadas e regravadas pelos grandes jazzistas (sempre eles!). Frank Sinatra, ao lado de Elvis, é um dos maiores regravadores da história musical, tendo um grande repertório de músicas de Natal. O terceiro álbum do bendito, por exemplo, foi exclusivamente de canções do gênero. Vale a pena ouvir Let It Snow Jingle Bells (sim, o clássico). Mas ainda não acabou papel – podem me matar por essa piada ridícula  -: Diana Krall, uma atual diva do jazz, também já regravou Jingle Bells, entre outras do gênero.

Nat King Cole, um véião do jazz (leia-se veterano conceituado), também lançou um álbum só de canções natalinas, tendo The Christmas Song (a canção de Natal) como um grande hit.

Retomando um pouco o sentido cristão do Natal, a dupla folk Simon & Garfunkel, correspondente estadunidense de Chitãozinho & Xororó, gravou a belíssima Silent Night/7 O’clock News, que não é nada menos que ‘Noite Feliz’. A versão não podia ser mais aconchegante.

Essa é a primeira parte do Especial de Natal. Se você quer conhecer a música do Coldplay de natal, as brasileiras, do Bob Dylan e ainda outras, fique atento à Parte II. Curta a página do Me Dá Um Lá no facebook que assim você não vai perder.

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The Killers lança clipe de Natal

Seguindo a tradição de lançar um clipe com temática natalina por ano, a banda liderada por Brandon Flowers lançou I Feel It In My Bones nesta terça-feira (4/12). O vídeo clipe ressuscita o Papai Noel psicopata da música Don’t Shoot Me Santa (não atire em mim, Papai Noel, 2007) que, sedento por vingança, vai atrás da banda que atrapalhou seus planos no passado. Vale a pena ver os dois vídeos seguidos se você admira a banda, é no mínimo divertido.

Mas vamos ao que mais interessa.

Não é segredo que The Killers tem uma forte inspiração oitentista, no melhor e no pior sentido. O último álbum, Battle Born (2012), deixou isso bem claro ao apresentar um repertório um tanto brega mas digno da qualificada banda. O clipe de I Feel It In My Bones não foge à regra, lembrando bastante os clipes pop-rock dos anos 80: muita fumaça, muito jogo de cores destoantes (verde e vermelho, azul e vermelho…), as transições de cenas com fade estendido, entre outras características. Mas não é inteiramente brega e, na minha opinião pessoal, desconfortável. É engraçado o absurdo de um Papai Noel badass (pra não dizer maloqueiro) revoltado com uma banda de rock, e o diretor Roboshobo se esforçou colocando cenas ainda mais improváveis.

Ironicamente, a música não chega a contribuir para essa sensação oitentista. Achei que o sintetizador mais tímido fez bem pra música, deixando a mais pesada e marcada, o que faz sentido para um clipe como esse. Um riff no baixo marca o ritmo logo no começo, e o single poderia muito bem ser confundido com uma música do Battle Born. De qualquer forma, não tem erro: é o The Killers de sempre.

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Ah… os anos 20! – Me Dá Um Lá TV

O que as pessoas ouviam na década de 20? Como se comportavam? Quais os grandes artistas? Esse é um vídeo tentando retratar a famosa “Era do Jazz”.

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