Archive | agosto 2012

O que o show do Lenine tem a ver com bistecas

Estava atrasado. Saí um pouco mais cedo do trampo e fui correndo para a quadra 512 Norte, em Brasília, onde Lenine fazia um show nesta quinta (30/08). Confesso que não deu pra eu ver a apresentação inteira, mas do meio pro final foi suficiente para escrever este post e até tirar algumas fotos que fiz bem de pertinho.

Era um show gratuito, e portanto já esperava muita gente e muitos carros por lá. E, como todo show gratuito que se preze, era dividido em basicamente dois grupos: os menos interessados que tomavam cerveja, namoravam e conversavam na periferia da muvuca; e os fãs e apreciadores de música boa que se concentravam nos arredores do palco, cantando, batendo palmas e reagindo a qualquer interação do cantor. Onde eu estava? Obviamente no segundo grupo. Fui me espremendo entre as criaturas à base de carbono até chegar bem perto do palco, onde consegui apreciar bem as canções, que são de seu novo álbum, Chão (2011). A qualidade de som estava muito boa, acredito por estar a céu aberto, e a dupla de músicos que davam suporte a Lenine agregou muita qualidade ao som. Como quase todo cantor, o cantor pernambucano deu mais duas canções de bônus no final, entre ela a maravilhosa Paciência, que foi cantada em coro pelos fãs.

Esbanjando bom-humor, Lenine dançava, fazia caretas, elogiava e soltava muitas piadinhas. “Fui convidado para um evento de carne”, disse, “não imaginava que ia ser essa bisteca toda!”. “Casa de carnes?”, o leitor deve se perguntar. Eu explico: o evento de ontem é um belíssimo projeto de um açougue da cidade. Sim, um açougue, por mais estranho que pareça.

Tudo começou ainda na década de 90, quando um funcionário de um açougue comum de Brasília conseguiu comprá-lo após 15 anos de trabalho. Luiz Amorim, o novo dono, mudou o nome para Açougue T-Bone e começou com um projeto um tanto inusitado: alugar livros em um canto da loja. A ideia era motivada por uma experiência pessoal impressionante, pois Luiz só aprendeu a ler com 16 anos, e desde então começou a devorar livros para compensar o tempo perdido. Para ele, a leitura tem que ser incentivada e provocada, mesmo que isso signifique alugar livros em um açougue.


Lenine, com bom-humor, não se conteve em suas performances. 

O projeto foi crescendo, tomando destaque, e Luiz não parou por aí. Começou a desenvolver semanalmente saraus, entre outras apresentações culturais. Foi quando o projeto realmente alavancou, com patrocínio da Petrobrás e Ministério da Cultura. E um dos resultados dessa história toda, que começou apenas com um único cidadão que resolveu agir, é a Noite Cultural. Com uma edição por semestre, a Noite Cultural (que teve a 32ª edição ontem) convoca músicos de renome, poetas e produtores culturais para apresentações gratuitas, sempre na 512 Norte, em frente ao Açougue T-Bone, o berço de tudo isso.

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Parceria com a Revista Mixer

Pessoal, estou anunciando aqui a terceira edição da Revista Mixer, que traz de forma dinâmica e interessante assuntos sobre o mundo da música. Essa edição, que tem o rock britânico como manchete, também é especial porque inaugura o Me Dá Um Lá como coluna. Isso mesmo, estarei contribuindo com material novo para essa revista virtual. Portanto, se você gosta dos textos aqui no blog, não perca tempo e aproveite a revista também!

Para ler, basta clicar na imagem.

Quando o Rock vira Jazz – Me Dá Um Lá TV

Falei um pouco sobre as releituras na música, e como uma bem feita pode ser agradável. Mostrei exemplos onde sertanejo vira rock, rock vira samba, punk vira bossa nova… Enfim, variedade é o que não falta.

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Ainda falando sobre plágio…

… resolvi apresentar aqui algumas capas de discos que se parecem muito. Algumas delas não são plágios, mas referência. Para saber mais sobre plágio e como identificá-los, clique aqui.

Earth, Wind & Fire – All ‘N All (1977)   Iron Maiden – Powerslave (1984)

   

Linkin Park – Minutes to Midnight (2007)   Sorriso Maroto – Sinais (2009)

     

50 Cent – 21 Question  (2003)                   Nas – Untitled (2008)

Everclear – So Much After Glow (1997)    R.E.M – Around the Sun (2004)

Caterina Valente – Sorry (1967)              LilyAllen – It’s Not Me, It’s You (2009)

Elvis Presley – Elvis Presley (1956)        The Clash – London Calling (1979)

The Beatles – Sgt. Pepper’s L. H. C. Band (1967)     Zé Ramalho – Nação Nordestina(2000)

E fuçando o blog Insoonia, achei mais essas capas:

OBS: Sobre o James Brown, não entendi se a cópia se refere à capa ou à aparência.

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Mumford & Sons lança primeiro single do novo álbum

A super-comentada banda folk Mumford & Sons, que devido ao sucesso e qualidade do seu álbum de estréia (Sigh No More, 2009) tomou os palcos de grandes festivais pelo mundo, lançou ontem (07/08) a música I Will Wait, o primeiro single oficial do esperadíssimo álbum Babel (esperado para 24 de setembro de 2012).  Na verdade, o lançamento não foi uma grande novidade para os fãs mais árduos, que com qualquer pesquisa mínima tiveram acesso a quase metade da tracklist do novo disco. Parece que o quarteto não se segurou em mostrar suas novas obras nos vários shows que fizeram. Aliás, essas ‘escapadas’ de músicas foram importantes para ver a reação do público às novas composições, que foi bem positiva, por sinal. O novo single, por exemplo, era conhecido por Untitled ou Notting is Written (Sem Título ou Nada está Escrito, em tradução literal), e  na minha opinião pessoal era uma das melhores interpretações. Ironicamente, o tecladista Ben Lovett disse que a música lançada ontem é a ‘pior das gravações’.

I Will Wait, assim como as várias músicas do novo álbum vazadas, dão a impressão de ‘mais do mesmo’. O single começa já com emoção e levada no banjo, assim como Winter Winds de 2009, e suas passagens também lembram muito Little Lion Man. A melodia ainda carrega a peculiaridade da banda, com fortes influências da música gospel. Arrisco dizer que foi uma composição fruto de um surto de criatividade que acompanhou o primeiro álbum e os primeiros anos da banda. Por isso a sensação de ‘mais do mesmo’, mas não me entenda mal, leitor. Se o primeiro trabalho foi excelente, esse com certeza também será, apenas não terá nenhum fator de destaque. Afinal, tanto a sonoridade, o estilo de se vestir, o produtor e até a arte gráfica serão basicamente os mesmo. Talvez será apenas o segundo tiro para certificar que Mumford & Sons seja o grande sucesso folk que merece ser.

Vídeo promocional do álbum.

Plágio ou Coincidência? – Me Dá Um Lá TV

Quem nunca ouviu uma música e teve a impressão que é de outro artista? O que pode ser apenas um deja vú pode ter sido também um plágio descarado. Veja nesse vídeo os maiores plágios e como identificá-los.

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