Archive | janeiro 2012

Os 10 álbuns póstumos mais conceituados

     Muitos artistas deixam um incrível legado quando partem dessa para melhor. E destes, ainda há os que não param de consolar os fãs com obras guardadas no fim da gaveta ou idealizações de discos que não conseguiram terminar. A ideia da lista é colocar os álbuns póstumos dos artistas mais conceituados e valorizados, usando as vendas e impacto que o álbuns causou como principais critérios.

Confrontation, 1983 (Bob Marley)

     Lançado dois anos após a morte de Bob Marley, esse álbum não foi de grande expressividade na carreira do reggaeiro, apesar de conter duas músicas muito valiosas para quem gosta de reggae (Buffalo Soldier e Trench Town). Também teve uma colocação tímida na lista dos 200 de Billboard (55º lugar), mas merece uma referência nesta lista como uma analogia de como o maior ídolo do reggae continuou semeado sua obra mesmo após de morto.

American V: A Hundred Highways, 2006 (Johnny Cash)

Morto em 2003, Johnny lançou muitos álbuns póstumos (talvez perdendo apenas para Jimmy Hendrix nessa lista), entre eles American V, a quinta obra da coleção dedicada a uma série de discos conceituais sobre seu país. Percebe-se mudanças principalmente em sua voz cansada e tom sombrio, mas a crítica gostou do álbum e ele provavelmente também gostaria do 1º lugar na Billboard 200 (88 mil cópias vendidas na primeira semana) e no Top Country Albuns.

Valleys Of Neptune, 2010 (Jimmy Hendrix)

Após sua morte em setembro de 1970, o fantasma de Jimmy pegou o vício de lançar discos póstumos. São nove discos de estúdio e dezoito cds ao vivo lançados após sua morte. É uma pena que Jimmy não viveu para desfrutar de tantos sucessos do rock psicodélico, mas seus fãs sim. Valleys of Neptune é uma compilação de grandes músicas que vendeu 95 mil exemplares em uma semana e por isso alcançou o 4º lugar na lista de Billboard 200 e 2º lugar na US Rock Albuns.

Brainwashed, 2002 (George Harrison)

Apesar da pífia colocação nas listas de mais vendidos (29º colocado na UK Albuns Chart), George mostrou nesse álbum que realmente não perdeu o jeito de compor, as vezes tão negligenciado por John e Paul na juventude. Any Road, homenageando sua paixão pela Fórmula 1, e a bela Pisces Fish são especiais nesse álbum e para os fãs, provavelmente ainda chocados pela morte do músico que ocorreu um ano antes do lançamento.

Genius Loves Company, 2004 (Ray Charles)

“Gênios amam companhia”. O nome do disco não poderia ser mais apropriado. Ray cantou com grandes nomes da música como Norah Jones, Elton John e B.B. King em todas as doze faixas desse disco de covers (talvez sua idade de 73 anos já dificultava composições próprias). E são regravações de grandes sucessos de rádio como Sorry Seems To Be The Hardest Word e Over The Rainbow. Lançado apenas dois meses após a morte do cantor, o disco fez bonito ao vender 3,2 milhões de cópias no ano e alcançar o 1º lugar na Billboard 200.

Made In Heaven, 1995 (Queen)

Queen foi uma das bandas de rock que mais marcaram, seja pelas composições preciosas, presença de palco ou legião de fãs entre as gerações. E todos vão concordar que após a morte de Freddie Mercury em 1991 por conta da AIDS, Queen nunca mais foi o Queen de sempre. Talvez por isso o sucesso estrondoso de Made in heaven, que foi último disco da banda a contar com a voz de Mercury (foram mais de 20 milhões de cópias vendidas e 1º lugar nas paradas de 9 países). O mais interessante é que foram usadas gravações antigas da voz do cantor e readaptadas. A música I Was Born To Love You, por exemplo, era do disco solo de Freddie, e recebeu um arranjo espetacular dos outros integrantes da banda, superando com estilo a gravação original. Apesar de toda essa empolgação com o disco, devemos ressaltar que artisticamente não está aos pés dos outros álbuns da banda.

Michael, 2010 (Michael Jackson)

O último álbum de estúdio do Rei do Pop criou muitas expectativas e parece que as supriram. 1º lugar nas paradas de seis países e 225 mil cópias vendidas só na primeira semana dão muito crédito à obra. Há composições perdidas de 1982 à 2009. Breaking News é uma das músicas inéditas lançadas no álbum. O álbum tem uma proposta contraditória de relembrar a obra de Michael (exemplificada pela capa retrospectiva do cd) e interagir com artistas mais novos como Akon, 50 Cent e Lenny Kravitz.

Lioness: Hidden Treasures, 2011 (Amy Winehouse)

Era inevitável: todos nós sabiamos que se Amy continuasse com a vida que levava isso viria a acontecer. E aconteceu. Amy nos deixou em julho de 2011 por overdose de álcool (sendo que, de alguma forma inexplicável, a mídia ainda consegui fazer mistério sobre a real causa da morte), e para acalorar ainda mais a muvuquenta notícia de sua morte, publicaram que lançariam um álbum póstumo ainda naquele ano. Com tanta expectativa causada, precisamos nos lembrar que Amy quase foi uma estrela, quase foi uma diva e quase foi um ícone. Sejamos francos: um artista que, com tanto potencial, em oito anos de carreira lança apenas dois álbuns e causa vergonha alheia em seus shows de tão bêbada não pode ser considerado um ícone. Mas mesmo assim Amy deu sua última tacada com Lioness, e parece que agradou o público (que o diga as 100 mil cópias vendidas em uma semana em um mundo que se recusa a comprar CDs), estando em 1º lugar na Billboard 200 mais oito países. Que ela descanse em paz como a calmaria que a capa do álbum inspira.

MTV Unplugged in New York, 1994 (Nirvana)

E qual não foi a surpresa ao ver Kurt tocando grunge com um violão? Após sete meses do suicídio do líder do Nirvana, a gravadora lançou em cd e dvd a gravação de 1993 da banda em Nova York. Como se um acústico com violão e violoncelo não bastasse, o cd enche o repertório de covers, todos muito bons, com destaque para The Man Who Sold The World, de David Bowie. Esse foi o disco póstumo da banda mais vendido, com 5 milhões de cópias vendidas em um ano e 1º lugar na Billboard 200. Apesar de haver alguns de seus sucessos como Come As You Are, esse não é um disco para conhecer a carreira da banda, mas para aproveitar esse outro lado da banda.

Pearl, 1971 (Janis Joplin)

Janis foi um ícone dos anos 70, e era o exemplo perfeito do modelo hippie. Woodstock, faixas na cabeça, óculos redondos e coloridos, drogas, sexo e rock n’roll era tudo o que se falava dela. E a voz acima de tudo. A voz de Janis era controversa, ao mesmo tempo que era rouca chegava a ser doce. Ao mesmo tempo que incomodava alguns, agraciava outros. Tenho certeza que são pouquíssimos os artistas que fazem uma boa canção apenas com a voz, sem nenhum acompanhamento instrumental. E destes pouquíssimos, Janis com certeza estaria no meio (vide a música Mercedes Benz). Pela vida que levava, não é nenhuma surpresa que ela tenha morrido de overdose, ainda cedo, aos 27 anos (também idade da morte de Amy Winehouse e Kurt Cobain, ambos integrantes desta lista). A grande surpresa é o que ela deixou ao morrer: uma obra preciosa como uma pérola, e ainda mais, a melhor obra de sua carreira. Seus maiores sucessos como Me and Bobby McGee, Cry Baby e Move Over estão neste cd. É uma obra-prima de blues rock com um instrumental incrível, composições incríveis e uma Janis Joplin incrível. Vendeu 100 mil cópias na primeira semana e alcançou o topo das paradas em oito países. Simplesmente nenhuma das músicas desse álbum é descartável.

Fonte: https://newspressrelease.wordpress.com/2011/12/20/os-discos-postumos-mais-vendidos/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal

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