Archive | agosto 2011

Que música é essa? (The Strokes)

     O objetivo é descobrir qual música do The Strokes que cada imagem se refere. A imagem tem, implicitamente, o título da música. As respostas estão no final.
     Para ver as respostas basta selecionar a área entre os parênteses:  (1. Last Night; 2. Juicebox; 3. 15 Minutes; 4. Evening Sun; 5.New York City Cops; 6. Heart In A Cage; 7. Reptilia; 8. Ize Of The World; 9. Games; 10. Meet Me In The Bathroom)

Campeonato de Álbuns – FINAL

     A final já está definida: Highway 61 Revisited (Bob Dylan) X Eyes Open (Snow Patrol). Se por um lado temos o grande ícone do folk, Dylan, que causou revoltas gravando esse fantástico álbum elétrico, por outro lado temos uma das melhores bandas alternativas, Snow Patrol, que já se prepara para lançar um novo álbum. A verdade é que as duas obras tem seus méritos e qualidades, e não é um campeonato que vai decidir qual é melhor. Mas podemos ver qual é a mais querida pelo público, e que vença o “melhor”.


Quinto álbum de Coldplay se chama Mylo Xyloto

     A banda britânica confirmou esta semana que o álbum sucessor de Viva La Vida se chama Mylo Xyloto (como já previam os rumores entre fãs nos fóruns da banda) e será oficialmente lançado no dia 24 de outubro deste ano. Apesar de não sair a tempo de tocar no Rock in Rio 2011, nada impede da banda tocar os singles já lançados, como vem fazendo em outros festivais. A lista de músicas que comporão o disco ainda não foi divulgada, sendo até possível que alguns dos singles oficiais (Moving To Mars, Every Teardrop Is A Waterfall, Major Minus e Paradise – este último será lançado dia 12 de setembro) não estejam no álbum.
     É interessante notar que, apesar do nome estranho do álbum, há alguma lógica por trás. A origem do nome parece remeter a um tipo de arte de rua que funde o grafite com a Pop Art, com um teor bem engajado socialmente, o Xylo – http://xylo.me/. É perceptível a semelhança da arte utilizada no álbum e o xylo, como os grafites nos muros, os signos usados quase aleatoriamente e até a fonte da letra utilizada. Então o nome Xyloto provavelmente é uma referência a esse tipo de arte. E Mylo – http://www.artofthestate.co.uk/graffiti/xylo_cctv_swastika.htm-, por sinal, é um artista desse gênero, mas a banda já declarou que não o conhece.

Semelhança entre as artes: à esquerda do Coldplay e à direita, Xylo. Clique para aumentar

     O álbum foi produzido por Markus Dravs, Daniel Green e Rick Simpson, com a ajuda do inseparável Brian Eno. Foi divulgado também que a obra sairá em três formatos: virtual, CD e vinil. Haverá também uma edição limitada que inclui o CD, o vinil, fotos exclusivas e um livro pop-up de arte grafite produzido pelo artista David Carter (livro pop-up é aquele formato quase infantil que, quando abrimos uma página, as figuras saltam do livro – veja na gravura ao lado).

     Apesar da resistência de alguns em relação ao novo trabalho do grupo, é importante ressaltar que a proposta quase subliminar da obra tem sua beleza. As suas músicas com certeza vem mudando bastante, mas a banda sempre tenta passar algo diferente para o espectador, e essa ideia tem que ser, se não compreendida, ao menos captada pelo público. E esperemos que a banda continue com essas surpresas, apesar de Chris ter dito que “cada gravação é como se fosse a última”.

C_mpl_ete – Por trás do álbum

Capa do disco C_mpl_ete, que teve tanto a versão virtual quanto em CD.

Moveis Coloniais de Acaju é aquele tipo de banda que chama muita atenção. Afinal, nove integrantes, um gênero que não se define como ska, rock ou qualquer outro inclassificável, e músicas baseadas em instrumentos de sopro metálico não é algo que se vê todo dia. Mas essa fórmula funciona para a banda brasiliense desde sua formação em 1998.
O fato é que a banda só começou a aparecer na mídia (leia-se mídia alternativa) após o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio, Idem 2005, em 2005. Na verdade, a obra foi apenas o suporte para o que seria a marca registrada da banda: as apresentações ao vivo. A batida estranhamente dançante, o esguio e carsimático vocalista André Gonzáles e a química do conjunto de sopro tornam seus shows um espetáculo contagiante. Mas, após ter essa exposição maior no cenário brasileiro -e até arriscar uma turnê na Europa-, a banda precisou mostrar uma face mais séria: um álbum que, por si só, confirme a banda como uma das salvadoras da música alternativa nacional (ou pelo menos de um gênero que não seja o MPB).
Uma das principais mudanças entre o primeiro e o segundo álbum (Complete, 2009) foi a própria união do grupo, segundo o tecladista Eduardo Borém. A saída do principal compositor do grupo, o guitarrista Leonardo Bursztyn, talvez seja uma das razões. Isso porque, assim, os outros integrantes são forçados a compor mais e, muitas vezes, juntos. Para se ter uma ideia, nesse álbum não há a assinatura das canções. O único lado ruim disso é que não há ninguém especificamente para agradecer pela obra-prima Adeus, por exemplo. Diferente de todas as outras músicas de MCA, essa faixa de abertura tem um relaxante e hipnótico efeito de guitarra e teclado, incluindo uma letra simples mas interessante.

A poesia do disco, aliás, tem um estranho temperamento. Se analisada superficialmente muitas vezes só se encontra absurdos. Mas, se lida e relida, fica mais fácil ver seu significado, dividido em dois temas: amor e questões existenciais (talvez resultado da crise de personalidade da banda por conta do gênero quase incalssificável). O Tempo e Decomplica, respectivamente, exemplificam bem essas duas faces da poesia do álbum, e se destacam em relação as outras músicas. Acontece que as letras das músicas são ofuscadas pela forma e gênero tão incomuns da banda, por isso não é o principal atração do CD.

     Analisando mais tecnicamente, percebe-se que os instrumentos de sopro tomam com maestria o lugar da guitarra, ora como riff e ora como a própria base da música. Os mais desavisados podem confundir alguns solos de flauta, por exemplo, com um efeito leve de guitarra. Aliás, essa troca de papéis pode ser um tanto incômoda as vezes, pois algumas músicas apresentam uma guitarra improvável – a batida tipicamente indie rock em Lista de Casamento traduz bem essa ideia. Por isso pode-se arriscar dizer que o disco é uma digestão pesada para os primeiros ouvintes. Mas após se acostumar, Móveis Coloniais de Acaju se revela uma banda tão original quanto agradável.
Produzido por Carlos Eduardo Miranda (que já trabalhou com Skank, O Rappa, e atualmente é um dos jurados de Qual o seu talento?), o álbum Complete foi um projeto interessante. A ideia era produzir um álbum virtual, com letras, downloads gratuitos e até cifras, tudo disponível no site da banda –http://www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br/complete/-, incluindo videoclipes de todas as músicas. Trama, a distribuidora do disco, cumpriu seu papel devidamente, que deu nesse projeto de certa forma interativo para os fãs. O resultado do disco é quase um consenso nacional: quem era fã ficou mais fã ainda; quem não gostava agora tem o dever de dar o mínimo do reconhecimento que a banda merece.

DOWNLOADS:
http://albumvirtual.trama.uol.com.br/album/1128131176    ou
http://www.mediafire.com/?2chvjn7d9pj

Campeonato de álbuns – 2ª Rodada das semi-finais

     Já temos um finalista. Bob Dylan (Highway 61 Revisited) ganhou fácil do The Killers (Sam’s Town) com 72% dos votos. O interessante é que nos primeiros dias a galera do TK estava massacrando Dylan com 80% dos votos. Quis o destino (ou os fãs de Dylan) que esse álbum tão polêmico fosse para a final.
     Agora é ver quem vai disputar a última vaga na final: Snow Patrol, com Eyes Open, ou Led Zeppelin com seu quarto álbum. É uma banda jovem contra um dos maiores clássicos do rock. Qual será que prevalece?


RHCP inova e fará show com transmissão mundial

Após cinco anos de ressaca musical, a banda de funk-rock americana Red Hot Chili Peppers lançará seu décimo primeiro álbum de estúdio, I’m With You, no dia 30 de agosto deste ano. A obra é a sucessora do duplo Stadium Arcadium, que foi bem recebido pela crítica.
A grande novidade, porém, não é o álbum em si (que invoca um certo pêsame pela falta do grande John Frusciante na guitarra), mas um grande projeto que envolve seu lançamento. A assessoria da banda informou que o show de comemoração do lançamento do álbum, que ocorre também no dia 30 de agosto, em Cologne (Alemanha), estará disponível ao vivo em salas de cinemas, em alta definição, em várias partes do mundo. O site de venda da banda – http://www.rhcplivehd.com/ – aponta 34 países que terão salas disponíveis para o show ao vivo, incluindo o Brasil.
     É um projeto elaborado e arriscado. É difícil imaginar todas as parcerias e capital investido para fazer dar certo, e tudo está depositado na confiança de que os fãs aderirão. Só nos EUA são 450 salas distribuídas por todo o país, e outros países como Itália e Alemanha também apresentam muitas salas disponíveis. As vendas dos ingressos começaram hoje (05/08) mas não são todos os países que ainda os têm. Aqui no Brasil e no Canadá, por exemplo, só começam a venda dia 12 e ainda nem é possível ver as cidades escolhidas.
A questão de ser um show transmitido mundialmente não é a inovação. Esse mérito é dos Beatles, que transmitiram em 1967 a música All You Need Is Love para 26 países. Muitas bandas hoje também usam a transmissão, mas na internet, para mostrar seus espetáculos, o que faz parecer desvantagem sair para ver a banda no cinema quando se podia ver de graça online. A ideia da produção deste show é usar o ambiente de cinema em várias partes do globo, contando com a interação com outros fãs e com o preciosíssimo HD. A inovação, portanto, é um rascunho de um novo mercado que pode ser explorado pela quase falida indústria fonológica e pelo mercado musical em desesperado para vender. Será se a moda pega?

site da banda: http://redhotchilipeppers.com/

Beirut – Imagens

     A banda anti-folk americana Beirut, liderada por Zach Condon, que mistura elementos da música do leste europeu com o folk, criando um estilo muito original e alternativo. Ficou conhecida no Brasil pela música Elephant Gun, que apareceu na mini-série Capitu.