Archive | julho 2011

Campeonato de álbuns – 4ª Rodada das quartas-de-final

     Na última rodada das quartas-de-finais, os fãs de Led Zeppelin superaram os de Legião Urbana. Agora é o quarto álbum do grupo inglês que segue para as semi-finais, que promete estar cada vez mais acirrada.
     A primeira rodada das semi coloca Highway 61 Revisited, de Bob Dylan, de frente com Sam’s Town, do The Killers. É uma tarefa difícil para a banda comandada por Brandon Flowers, já que os álbuns de Bob Dylan são os com maiores votos de toda a competição.


Geléia do Rock

     Beto Lee, apresentador do programa.

Quantos jovens músicos já não se imaginaram tocando em rede nacional e, melhor ainda, com grandes nomes da música? Isso é possível no programa Geléia do Rock, que passa na Multishow toda quinta-feira às 22:30h (veja mais no http://multishow.globo.com/Geleia-do-Rock-2011/). Na sua terceira temporada, o programa convocou 20 jovens na média de 20 anos (entre cerca de 1.500 inscritos) para uma experiência imperdível para qualquer músico.
A proposta do programa é mostrar, ampliar e testar o talento dos roqueiros, que contam com suporte de profissionais como o produtor artístico Jorge Davidson. Ás vezes também há a participação especial de outros artistas, como o Marcelo D2, que dá sua opinião e auxílio para a melhoria da banda. Outro ponto interessante que o programa propõe é que não há uma banda fixa até o final do programa, ou seja, estão sempre mudando a formação das bandas até achar a que tem a melhor química.
Mas, como nem tudo é flores, no decorrer do programa há “provas” e exercício entre as bandas (como fazer releituras de músicas bregas para o rock, compor músicas…) e também a eliminação de integrantes, e aí é que está o quê de reality show, que ajuda a prender o telespectador na trama.
Ao final, já existem as bandas formadas e cada uma com sua composição pronta, e é impressionante ver o desenvolvimento e a evolução musical dos integrantes. Não espere, porém, que ao fim do programa a banda tenha uma exposição na mídia, porque essa não é a proposta. Dá até para arriscar que as bandas são, no fundo, independentes.

Ultraleve não venceu, mas fez bonito com a música João.

Luen, vencedora do último Geléia do Rock.

As 10 Músicas Mais Conhecidas (II)

     Como havia previsto, esse tema mereceu uma segunda parte. Muitas músicas marcam várias gerações, e por isso a lista apresenta canções de todos os gêneros, sem discriminação.

Love Me Tender (Elvis Presley)

Entre os vários sucessos de Elvis, talvez esse não seja o que mais o expôs. Mas com certeza é uma das músicas que mais está no subconsciente do povo.

Pelados em Santos (Mamonas Assassinas)

O maior sucesso da maior banda cômica do Brasil se tornou praticamente um hino de tanto ser tocada.

Tema da Pantera-cor-de-rosa (Henri Mancini)

Esse Jazz é uma obra-prima e exemplo de como uma música tema (de desenho animado, no caso) extrapola seu sentido comercial.

Aquarela (Toquinho)

Se a infância tivesse um currículo, Aquarela seria componente obrigatório para todos os brasileiros. Mas o teor infantil da canção não a torna limitada. Pelo contrário, até hoje é objeto de admiração por todas as faixas etárias.

My Heart Will Go On (Celine Dion)

Um dos maiores vencedores do Oscar, com destaque para a música que há de marcar para sempre as atuações de Leonarde DiCaprio e Kate Winslet. Emoção é o que não falta.

We Are The World (Michael Jackson)

Uma enorme repercussão pelas participações de brilhantes artistas, pela proposta do projeto (ajudar crianças na África) e pela qualidade da música.

Three Little Birds (Bob Marley)

O astral que o reggae inspira é muito bem exemplificado por esse sucesso de Bob Marley. Essa música de três acordes não é só conhecida de todo mundo, mas, principalmente, querida.

Sweet Child O’Mine (Guns n’Roses)

Talvez o rumo da banda fosse diferente se não fosse por esse mega sucesso. Graças ao solo de guitarra inconfundível, Sweet Child O’Mine ocupa, com honra, o 3º lugar.

Für Elise (Beethoven)

Representando a música clássica, essa é uma das mais marcantes. Perdurou por décadas e hoje é reconhecida até pelas crianças.

We Will Rock You (Queen)

Composta pelo guitarrista Brian May, é um dos maiores sucessos do Queen. Percussão e coro marcantes foi a fórmula usada para uma música que parece não se contentar como um sucesso de época, e hoje é um hino do rock.

Axe Rose

     Uma dos primeiros cartuns do Will Tirando. Merece ser repostado.

Campeonato de álbuns – 3ª Rodada das quartas-de-final

     Ganhar com mais de 60% dos votos não é comum por aqui, mas Snow Patrol conseguiu tal feito não só pela beleza de Eyes Open, mas devo admitir que houve muito mais propaganda pro lado deles do que pra Red Hot Chili Peppers. Mas foi com muita inconformação que Stadium Arcadium não continuou na disputa.
     Agora é a vez da banda mais querida do Brasil, Legião Urbana (As 4 Estações) ir contra o álbum homônimo dos ingleses de Led Zeppelin. Estão, apesar de diferentes épocas e contextos, no mesmo patamar de qualidade.


Banda Do Mês – Selton

Biografia e análise das obras de SELTON. Mini-documentário ao final do post.


     No atual cenário musical e mercadológico, é fácil perceber as adaptações que as novas bandas fazem em relação às bandas de dez anos atrás. Não é de hoje que o download gratuito é um pesadelo para as gravadoras (apesar das medidas tomadas pelos governos, como a proibição do Lime Wire, um dos maiores portais de compartilhamento gratuito de arquivos), mas os resultados são muito mais perceptíveis agora. O conceito e o impacto de um álbum não é mais o mesmo, o modo de conquistar o público não se limita à mídia de massa e o valor da música adquire um tom muito mais artístico que material. É nesse cenário que as novas bandas têm que se reestruturar, e a banda Selton não foge à regra.

     Ironicamente, hoje a Internet é a maior aliada na divulgação das novas bandas, como acontece com Selton. Divulgar músicas, vídeos e se comunicar com fãs e com a mídia (como a entrevista que eles deram, com muita boa vontade, a esse blog) são algumas das milhões de ferramentas que a Internet proporciona. Por isso que as bandas de hoje tem uma relação muito mais dialética com os fãs, e isso é essencial para Selton. Aliás, a carreira da banda é um tanto peculiar: uma banda brasileira que tocava música britânica na Espanha até fechar contrato com uma gravadora italiana e ganhar reconhecimento na Europa. Nesse contexto, a banda vai precisar de toda essa estrutura da informática e da continuidade dos trabalhos já feitos pela Europa para conquistar o público brasiliero.

Formação e primeiros anos

Selton tocando no Parque Guell



     Ramiro Levy (voz, guitarra e ukelele), Daniel Plentz (bateria e voz), Ricardo Fischmann (voz, teclado e guitarra) e Eduardo Stein (baixo e voz) eram colegas no Colégio Israelita de Porto Alegre. Cada qual tomou seu rumo – Daniel e Eduardo estudaram publicidade e Ramiro e Ricardo, psicologia – mas ainda compartilhavam um mesmo interesse: passar uma temporada no exterior. Pelo acaso do destino, todos foram para Barcelona, na Espanha, e acabaram se encontrando por lá. Resolveram montar uma banda e fazer covers dos Beatles no Parque Guell, uma famoso ponto turístico – chegaram a gravar um disco só de covers deles. A quantidade absurda de turistas que os admiravam, a qualidade sonora e a valorização do artista de rua resultou em uma renda considerável para o grupo, que preferiu essa atividade a trabalhar como garçom ou caixa de supermercado (empregos comuns de quem faz intercâmbio).
     É claro que não eram tudo flores, e os rapazes se esforçavam muito para continuar com o trabalho bem feito. Mesmo após as noitadas de Barcelona a banda se reunia logo de manhã para trabalhar. “Parece besteira, mas era realmente um ato de heroismo…“, disse Ramiro, o guitarrista e vocalista da banda. “Acho que nem os beatles conseguiam cantar ‘She Love´s You’ às dez da manhã. A gente teve que aprender“.
     A banda já estava a dois anos nessa rotina e, apesar da grande satisfação para eles, essa aventura tinha data marcada para acabar. Pretendiam, no verão que se aproximava, voltar para casa e à suas vidas normais,  mas não aconteceu como o esperado. Em mais um dia normal, entre os vários turistas que paravam para falar com eles, um deles era o produtor da MTV italiana. Receberam a proposta de tocar no programa Italo-Spagnolo, que é gravado em Barcelona, mas transmitido na Espanha e Itália. Aceitaram a proposta e lá conheceram o produtor musical do programa, que adorou a banda e ofereceu um contrato com sua gravadora em Milão. Esse foi o momento em que mudou a perspectiva da banda e sua trajetória.


Banana à Milanesa

Capa do disco Banana à Milanesa, que ganhou 4 estrelas pela revista Rolling Stones. “Saber que de algum modo a nossa arte é apreciada pelo publico é realmente uma sensação sem nome”.

     Os integrantes se viram diante de um dilema: voltar para casa, terminar os estudos e ter uma vida normal; ou aceitar a proposta do produtor italiano, que realmente acreditava na banda. Decidiram, portanto, pela segunda opção e assinaram um contrato de três anos com a Barlumen Records, que previa também o lançamento de dois discos.
     O primeiro deles, Banana à Milanesa (2008), pode ser exatamente a interseção entre o Brasil e a Itália. Começando pelo nome, que faz alusão à brasileiríssima fruta tropical, a banana, à moda milanesa (empanadas e fritas), lembrando que Milão é uma das principais cidades italianas. Por outro ângulo, vemos quatro gaúchos cantando clássicos italianos (Jannacci e a dupla Cochi e Renato) traduzidos para o português e com arranjos de rock e MPB. Algumas músicas, como Malpensa, realmente lembram as canções de Chico Buarque. Mas não é uma admiração secreta, já que também há uma composição do próprio Chico na álbum: Pedro Pedreiro. Apesar do repertório, o grupo garante que não pretendia atingir nenhum público específico, apenas se identificaram com a música e fizeram seu melhor.  
     O fato de uma jovem banda brasileira cantar essas músicas dos anos 60 não significou uma limitação do público. Por incrível que pareça, Selton tem um grande apoio dos jovens, seja pelas renovações que deram às musicas ou pela própria irreverência do grupo, que invoca o carisma. Redescobrir clássicos subestimados da música italiana foi um trabalho peculiar do grupo. Acho que foi uma das melhores surpresas que o disco trouxe“, reflete Ramiro.

Cochi, uma das influências do álbum, também participou de algumas músicas. 

     O disco possui 13 faixas, todas intercaladas por barulhos ou conversas entre os integrantes que ocorrem ao término de cada música, o que é incômodo, mas apenas uma expressão da irreverência da banda. Por ser um disco de releituras, a personalidade da banda se limita aos arranjos, que são um tanto diversos. Oscilam entre MPBs como Pedro Pedreiro e La Cosa Rosa e as músicas italianas que lembram até uma marchinha (vide La Gallina e Canção Inteligente), mas tem ápices do rock com La Quiniela e Banana à milanesa, a faixa-título.
     Para quem valoriza a boa poesia, Banana à Milanesa, cumpre sua parte. Mérito do compositor Jannacci e da tradução dos rapazes. É a Vida, logo no início, é um dos pontos altos do CD. Jannacci, aliás, é considerado um dos gênios da música italiana, e, apesar de ter uma temática cômica em suas música, não é essa a proposta do álbum. O máximo do cômico (se não trágico) que há é a trova Eu Vi Um Rei que, conduzido pelo ukelele e com um diágolo genial entre o coro e o vocal principal, conta toda a desgraçada submissão dos servos ao rei, bispos e à classe dominante em si.
     Com o término das gravações do álbum, afim de promovê-lo e ganhar visibilidade, a banda programou mais de 200 shows (divididos em três turnês) por toda a Itália. Isso ressalta o fato de que, para ganhar reconhecimento, uma banda tem que estar sempre se reinventando e procurando todas as formas de atingir o público. A banda também tem crédito por tocar em festivais dos quais participaram bandas conceituadas como Jamiroquai, Deep Purple e Massive Attack.

     Selton, percebe-se, não é uma banda qualquer. Só o fato de cantar algumas músicas em italiano e inglês já causa estranhamento nos italianos. “Como assim uma banda brasileira que não faz axé ou bossa nova? Como assim uma banda brasileira cantando em italiano e inglês?” diz Ramiro, reproduzindo a surpresa de seu público. “É como se automaticamente ao vir pra cá, sendo brasileiros e fazendo rock, a gente tivesse comprado algumas brigas“.

     
Selton, o 2º disco


     Após ganhar a mídia italiana através de revistas (Vanity Fair, La Repubblica, entre outras) e canais de TV (MTV, SKY TV, entre outros) e até ganhar o prêmio Targa Bigi Barbieri de artista revelação do ano, Selton preparava o terreno para a obra que realmente é a cara deles, o segundo disco – que leva o nome da banda, Selton (2010). O álbum foi produzido por Tommaso Colliva, que já trabalhou com as bandas Muse e Franz Ferdinand, e Massimo Mortellotta. É importante frisar que, apesar desse assédio gringo, a banda é genuinamente independente, no sentido de que não se submete aos valores da música e da cultura de massa.
     É comum em algumas grandes bandas, como Coldplay, haver um grande avanço de qualidade entre o primeiro e o segundo disco. No caso de Selton, o avanço não é na qualidade, mas no conceito da banda. O quarteto que reproduzia as “músicas de velho” agora tem outras 13 faixas de composições próprias. A verdade é que eles já vinham compondo desde Barcelona, por sugestão do produtor que tinham acabado de conhecer. “Ele disse que nós éramos uma banda incrível, que tudo o que nos faltava para virar uma banda de verdade era compor“, relembra Ramiro. “Nesse momento houve um ‘click’ na cabeça de nós quatro e a gente começou a compor, assim, de repente“.
     É claro que dois anos tocando Beatles na rua e mais dois anos de gravação e apresentações de seus covers de Banana à Milanesa haveriam de marcar a banda. Percebe-se uma grande influência dos garotos de Liverpool no modo como os integrantes reproduzem o vocal de apoio. Esses falsetes são marcantes em Non Lo So e Anima Leggera, as faixas mais famosas do disco – ambas ganharam videoclipes. Non Lo So, por sinal, pode ser considerado o grande sucesso deles. Mais de 180 rádios já a tocaram.
     Io Voglio Cambiare (Eu Quero Mudar, na versão em português), em uma análise mais cuidadosa, é exatamente a síntese da carreira da banda. O coro é quase um clichê dos beatles; o formato da música e as partes faladas da música é uma influência de Jannacci; a mudança do instrumental, com mais guitarra e riffs, representa a diferença instrumental, as vezes sutil, entre os álbuns. 

     As demais composições do álbum não passam longe dessa análise, e aos poucos reflete na maturidade das composições. Be Water e Io Vorrei, por exemplo, inspiram tranquilidade (menções honrosas para os assovios melódicos desta última). Com um trabalho desses é merecida uma visualização maior do álbum. Por isso que a banda está em turnê e já fizeram mais de 40 shows, inclusive no Brasil. Passaram por São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, apenas. Mas, segundo a banda, voltarão ao Brasil em novembro.

     Selton é uma banda que, mesmo começando em terras gringas, seria um bom acréscimo á música brasileira. Segundo a eles, “uma banda se constrói com boas musicas, trabalho e continuidade. Agora o próximo passo em relação ao Brasil é dar continuidade ao trabalho que a recém começamos“.

mini documentário sobre a banda



DOWNLOADS:
-BANANA À MILANESA (2008): http://itunes.apple.com/pt/album/id295828293
-SELTON (2010): http://itunes.apple.com/pt/album/selton/id405044562
* a banda disponibiliza algumas músicas gratuitamente em seu myspace: http://www.myspace.com/seltonselton

Que música é essa? (Pink Floyd)

     O objetivo é descobrir qual música do Pink Floyd que cada imagem se refere. A imagem tem, implicitamente, o título da música. As respostas estão no final.
     Para ver as respostas basta selecionar a área entre os parênteses:  (1. Eclipse; 2. Time; 3. Paranoide Eyes; 4. Goodbye Cruel World; 5.The Final Cut; 6. Money; 7. Another Brick In The Wall; 8. Two Suns In Sunsets; 9. Nobody Home; 10. Bike)