Archive | maio 2011

Campeonato de álbuns – 7ª Rodada

     Como o esperado, Red Hot Chili Peppers venceu a 6ª rodada com o aclamado Stadium Arcadium, mas não por desmerecimento do álbum do Band Of Horses.
     Agora, a penúltima rodada da 1ª fase do Campeonato de álbuns vai apresentar um duelo mais diferente: a lendária banda Legião Urbana versus os indies Carolina Liar. Os discos (As Quatro Estações e Coming To Terms), porém, realmente merecem estar na competição.


    

Mumford & Sons recebe três premiações internacionais

Lend me your hand and we’ll conquer them all

But lend me your heart and I’ll just let you fall
Lend me your eyes I can change what you see
But your soul you must keep totally free”

                                                               Awake My Soul

A premiação foi concedida no último domingo (22) pela Billboard Music Awards, idealizada pela revista especializada Billboard. A premiação é famosa por reunir vários artistas pop, mas também deixa um espaço para a música alternativa. Foi nessa brecha que a bucólica banda Mumford & Sons, um quarteto inglês que toca um folk com características de country, entrou para brilhar.

O grupo realmente tem meu reconhecimento e uma qualidade única, mas foi uma surpresa sua premiação. Não pelo fato de ser premiado, mas sim pela categoria nos quais foram classificados. A banda recebeu o prêmio de Melhor Álbum de Rock e de Melhor Álbum Alternativo com o disco Sigh No More (2009), uma obra de arte. Também recebeu o de Melhor Banda Alternativa. A primeira impressão não deixa nenhum desconforto, mas quando lembramos o estilo musical da banda, a última coisa que poderia ser é uma banda de rock. Só para constar, os artista tocam violão, banjo, baixo de orquestra e um piano/órgão. A percursão, quando tem, fica por conta do violonista. Na categoria de Melhor Álbum de Rock ainda disputavam Jack Johnson e Linkin Park.

Primeiro e único álbum de Mumford & Sons, Sigh No More

Não contente com a gafe, o evento ainda tinha outra categoria que se encaixaria perfeitamente com o disco de Mumford & Sons: Melhor Álbum de Country. Porém, o vencedor deixa ainda mais revolta, afinal, que diria que a pop Taylor Swift é uma cantora de country? A credibilidade da cerimônia só parece decair, não pela qualidade dos concorrentes, mas da estrutura em si. A má organização nos faz refletir o que faz uma premiação de 2011 premiar um álbum lançado em 2009, caso de Sigh No More. As evidências só reforçam a ideia de que a  cerimônia da Billboard é apenas uma máscara, sem credibilidade artística, para a auto-promoção desta.

     A despeito desse desconforto, tive uma necessidade de comentar, mesmo que brevemente, esse álbum e essa banda que merecem um espaço maior na mídia. O líder, Marcus Mumford, formou a banda em 2007, e vale ressaltar que os outros três integrantes não são seus filhos. Marcus tem o dom de formar belas melodias e letras reflexivas (vide Awake My Soul), e a sorte de achar os instrumentistas perfeitos que dão às musicas um resultado final surpreendente. O folk-com-quê-de-country se tornou um potente sucesso no mundo alternativo, e assim surgiu o primeiro, e até agora único, álbum da banda: Sigh No More.

As músicas mais famosas são Little Lion Man, Winter Winds e The Cave. Essas seriam o passaporte para se tornar fã da banda. As músicas são um tanto parecidas por seguirem a mesma fórmula: a introdução de melodia no violão, acompanhamento da voz rouca e potente (que Marcus nunca consegue reproduzir nos shows ao vivo), e clímax com todos os instrumentos, numa levada country, com destaque para o banjo. Mesmo assim, percebe-se que o som da banda é único.

Sigh No More realmente mereceu, assim como o grupo, um título de reconhecimento no mundo alternativo. Tão alternativo que os integrantes fazem questão, sem vergonha, de manter um estilo como se fossem de uma vila arcaica, desde o modo de se vestir ao próprio som da banda. Enfim, esperamos que as próximas obras tenham a mesma qualidade.

8 ou 80


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Muse pode mudar estilo e ter o próximo álbum mais suave

     Após receber na tarde desta quinta-feira (19) o prêmio de Internacional Achievement Award – algo como Prêmio de Conquista Internacional – do Ivor Novello Awards (cerimônia que premia as melhores composições e compositores no cenário britânico), a banda Muse falou com o site NME sobre o andamento das turnês do álbum ganhador do prêmio (The Resistance) e ainda as previsões do novo álbum.

     Dominic Howard e Chris Wolstenholme, baterista e baixista do trio, respectivamente, disseram que o novo disco conta com mudanças. “Matt Bellamy já me mostrou alguns acordes”, disse o baterista. “Pode sair algo mais suave, mas fica por conta minha e de Chris deixar mais pesado novamente. Uma canção de ninar de rock pesado!”, ironizou Howard.

A banda na premiação do Grammy em 2011



     A idéia de mudança, ainda mais para algo mais calmo, parece incomodar alguns fãs. A justificativa se dá pela recém-experiência do premiado The Resistance, que teve músicas um tanto quanto surpresas, como a sonoridade oitentista de Undisclosed Desires ou as introduções melancólicas de Resistance United States of Eurasia. Tento deixar de lado as ferrenhas críticas de outros sobre a utilização da música Neutron Star Collision no romance teen “Crepúsculo”, sendo que o próprio baixista disse que foi como “vender sua alma”.


     Ainda sobre o novo disco, Chris disse que a ideia é de, entre setembro e outubro, a banda voltar aos estúdios para trabalhar as novas músicas. “Leva o tempo que for preciso [para gravar o cd], porque você tem de amá-lo antes de lançar na mídia. Mas sai definitivamente no ano que vem.”


     
     Completando a entrevista, os integrantes ainda comentaram o cansaço dos shows e as participações nos diversos festivais.


fonte: http://www.nme.com/news/muse/56772

Campeonato de álbuns – 6ª Rodada

    O quinteto inglês Snow Patrol continua na disputa, sendo que enfrenta, nas semi-finais, o vencedor da disputa entre Legião Urbana e Carolina Liar (com Quatro Estações e Coming to Terms, respectivamente).
     O resultado, quase óbvio, trouxe surpresas, já que o não tão conhecido álbum do Athlete (uma não tão conhecida banda) estava bem perto do Eyes Open: recebeu 46,4% dos votos. Vamos ver até onde o Campeonato de álbuns vai.


    

As 10 Melhores Bandas Que Não Existem

     É muito comum em filmes ou seriados menção de bandas fictícias e até músicas reproduzidas por estas. E aqui nesse post você conhece as 10 melhores bandas fictícias.

Cora Corman (Letra & Música)

A fictícia cantora teen Cora Corman canta com Hugh Grant e Drew Barrymore. Música e filme típicos de menininhas.

Violet Sedan Chair (Fringe)

A fim de promover a série, o gênio J.J. Abrams contratou uma banda para incorporar a banda que foi citada na séries. O resultado foi um CD chamado Seven Suns, um rock progressivo.

Marty McFly (De Volta Para O Futuro)

O protagonista do filme de Robert Zemeckis já tinha uma banda, mas brilha quando interpreta Johnny B. Good de Chuck Berry com os músicos de Jazz no baile de formatura de seus pais. A banda britânica teen McFly, aliás tem seu nome inspirado neste personagem.

The Wonders (filme homônimo)

Com roteiro, direção e atuação de Tom Hanks, o filme homônimo é exatamente sobre a trilha ao sucesso dessa banda, que emplacou nas paradas com a música That Thing You Do.

The Cantina Band (Star Wars)

Figrin D’an and the Modal Nodes é o real nome da banda – que de real não tem nada, já que foi criada por George Lucas só para abrir a cena do bar onde Lucas Skywalker entra. Os carismáticos etês tocam um Jazz bem “extraterréstrico”.

The Blue Brothers Band (Os Irmãos Cara-de-pau)

No filme, os encrencados irmãos tentam reviver a banda na qual despertaram sua paixão pelo Blues. Grandes nomes como Aretha Franklin e James Brown participam dessa obra imperdível.

Chip Skylark (Os Padrinhos Mágicos)

O cantor pop mais famoso no mundo dos desenhos, Chip com certeza marcou a memória de muitos adolescentes hoje.


Como não achei a versão em português, coloquei a original mesmo.

Escola de Rock (filme homônimo)

O personagem de Jack Black faz de tudo para vencer uma competição de bandas. Até mesmo formar uma banda com alunos do ensino médio. O resultado é um música aceitável e um filme memorável.

B-Sharp (Os Simpsons)

Representando a música clássica, essa é uma das mais marcantes. Perdurou por décadas e hoje é reconhecida até pelas crianças.

Drive Shaft (Lost)

Novamente J. J. Abrams, na produção de um seriado, faz uma banda ser lembrada pelos fãs. E ainda por cima, a única música produzida foi o refrão de You All Everybody.

1001 discos para ouvir antes de morrer

     A cultura pop é uma dos registros mais importante do mundo ocidental. Apesar de haver uma estereotipação muito agressiva, percebemos por meio dela o modo de agir da juventude, suas preferências e ideais, tudo representado através da arte. Como não lembrar do movimento da contra-cultura dos hippies desleixados? Ou não relacionar o cabelo Black Power e os decotes extravagantes dos dançarinos dos anos 80?

    Implicitamente, é sobre isso que o livro 1001 discos para ouvir antes de morrer (2008, Editora Sextante) trata. São mais de 900 páginas divididos em seis décadas (de 1950 a 2007), contendo os álbuns mais marcantes, seja pelo aspecto inovador ou pela figura de ícone do artista. A diversidade de obras conta, proporcionalmente, com 90 críticos de renome no cenário internacional, resultando em análises caprichadas de cada disco, mesmo que supérfluas.

Bob Dylan, The Beatles e Michael Jackson aparecem com muitos álbuns diferentes. Mas também não falta James Brown, Amy Winehouse ou Led Zeppelin entre os mais conhecidos.

     O livro dá uma grande preferência ao rock, mas também surpreende com o MPB de Caetano Veloso e algumas bandas alternativas sem muito destaque na mídia. No livro há uma gosto muito especial quando se lê sobre uma banda que você gosta, ver qual o ponto de vista do autor, o contexto e até algumas curiosidades sobre o álbum. Porém, é quase óbvio uma falta de sintonia quando se lê sobre um artista desconhecido. Mas essa é a proposta do livro, fazer o leitor conhecer as obras importantes para a cultura pop. Há até as indicações das músicas mais importantes de cada álbum.

     Para quem gosta conhecer novas coisas ou é um apreciador da arte, o livro é uma bíblia perfeita. Um dos únicos defeitos está na limitação do rol: como foi lançado em 2008, não há a possibilidade de saber a visão dos autores sobre outras obras dignas de serem incluídas na lista que foram lançadas posteriormente, como Viva La Vida, do Coldplay, ou Angle, do The Strokes.

Para quem tem paciência, clique AQUI para baixar todos os discos do livro.