As 10 músicas mais polêmicas

Mais que mamilos. Sim. E já reforço que listas sempre são coisas muito subjetivas, ou seja, a ordem e itens que eu escolhi nessa pode ser totalmente diferente pra você. Mas relevem, eu pesquisei mais pra tentar fugir das listinhas controlvezadas (Ctrl + v, pra quem não entendeu) que estão aos montes na internet, apesar de algumas músicas serem indissociáveis.

 Pega Ladrão – Gabriel o Pensador

Uma corrente de emails lançada em 2009 indignava os internautas: a música ‘Pega Ladrão’ do rapper Gabriel o Pensador havia sido censurada! Supostamente, os versos de ‘pega ladrão no Governo! pega ladrão no Congresso’ teria magoado os poderosos, que censuraram a música do álbum ‘Seja Você Mesmo’ (2001). Revoltas, escritores de blogs furiosos, e muitos, muitos desinformados reclamaram da “volta da ditadura”. Sim, desinformados porque tudo não passava de uma farsa! A música Pega Ladrão saiu normalmente no CD e, por alguma razão, resolveram declamar oito anos depois que a música fora censurada.

Na verdade, Gabriel até já teve uma música realmente censurada (Tô Feliz [Matei O Presidente]), mas não foi o caso de ‘Pega Ladrão’. A polêmica, portanto, é na verdade uma anti-polêmica, inocentes colocados na fogueira. Os mais imaginativos ainda se perguntaram: seria um golpe de marketing do Pensador? Seria uma tentativa de desmoralizar revoltados? Provavelmente foi só um farsante com tempo de sobra mesmo.

 One in a Million – Guns N’Roses

No segundo álbum da banda Guns N’ Roses, Alx Rose mostrou ao mundo sua primeira composição própria de forma bem barulhenta. Não só no sentido estético da música, mas também com controvérsias (do jeito que roqueiro gosta). O cantor escreveu, de modo bem xenófobo e preconceituoso, que “imigrantes e bixas não fazem sentido pra mim“, e que estes chegam aos EUA fazendo o que querem, disseminando doenças e “estrangando” o país, resumidamente. A verdade é que a polêmica da música está apenas em uma estrofe, e os companheiros da banda tentaram de tudo para que Alx mudasse a letra, mas ele teimou em manter. Típico.

 Maggie’s Farm – Bob Dylan

Referências à drogas, satanismo, matança ou outras coisas macabras? Nada disso. A polêmica da música ‘Maggie’s Farm‘ é um rompimento de movimento. Bob Dylan é conhecido por ter revivido o folk nos EUA e, por tabela, no mundo. Desde os anos 60, Dylan empunhava seu violão e sua gaita e logo conquistou o público. Ele era o rosto do movimento folk de protesto, que trazia uma visão crítica sobre assuntos da atualidade.

Porém, no fatídico dia 25 de julho de 1965, no Festival de Folk de Newport, Dylan começou seu repertório com ‘Maggie’s Farm‘, tocando uma… guitarra! Muitos fãs protestaram e se indignaram como que o “mestre” Dylan trocou o genuíno violão do folk pela guitarra do rock. É como se um padre entrasse na igreja vestido de rabino. A partir daí, Dylan mudou o foco de sua carreira para o rock e o eletric blues, mas conseguindo manter o padrão de qualidade que conquistou o mundo.

 Sociedade Alternativa – Raul Seixas

O Brasil atravessou o anos 70 com relativa felicidade. Era o momento do ‘milagre econômico’, desenvolvimento, tricampeão mundial… Mas não era felicidade para todo mundo. Era tempo de militar, tempo de ditadura, e muitos artistas que prezavam pelas liberdades individuais protestavam em suas obras. Um dos mais ativos foi o Raulzito, que chegou a criar com Paulo Coelho uma filosofia de vida de total liberdade. Era a Sociedade Alternativa, que foi tema de muitas músicas, tendo como auge a homônima. “Faça o que quiser” e “viva a Sociedade Alternativa” eram lemas comuns.

Baseado no bruxo inglês Aleister Crowley, Raul chegou a ser torturado e exilado para os EUA, afinal, na época mais rígida da ditadura qualquer desejo de liberdade era reprimido pelos fardados.

 God Save The Queen – Sex Pistols

Como toda banda punk que se preze, a Sex Pistols fazia músicas com letras de protestos e desabafos, muitas vezes com duvidosa sinceridade. Na música ‘God Save The Queen‘ (também nome do hino britânico), porém, foram um pouco além do usual. Foi lançada em 1977, ano de comemoração de 25 anos de trono da Rainha Elizabeth II no Reino Unido. O título amigável, porém, é uma terrível ironia: a letra chama a monarquia de ‘fascista’, diz que a rainha não é humana e pontua que os britânicos não têm futuro.

A canção foi um sucesso, atingindo o 1º lugar na lista da NME nos EUA, mas algumas redes inglesas, como a BBC (que é estatal), se recusaram a tocar a música. Mesmo com tanta aversão do governo, a banda tentou tocar a música ao vivo em frente ao Palácio de Westminster. O desfecho foi confusão na platéia e a prisão de onze pessoas.

 Lucy in the Sky with Diamonds – The Beatles

Um pai estava em casa quando o filho lhe entrega, à espera de aprovação, um desenho bastante colorido de sua coleguinha de escola chamada Lucy. “O que é isso?”, pergunta o pai. “Lucy no céu com diamantes”, responde o filho. Essa cena acabaria por aí se fosse em uma família comum. Mas o pai era John Lennon, líder da banda mais famosa do mundo prestes a lançar um de seus discos mais famosos.

Inspirado pela cena, Lennon compõe uma música chamada ‘Lucy in the Sky with Diamonds‘. A música integrou o filme ‘Yellow Submarine’ e recebeu um clipe psicodélico, com alusões a alucinações. Juntando os pontos, muitas pessoas alegaram que a música, na verdade, era um incentivo à droga LSD. A abreviação do título, os efeitos do clipe e a letra demonstravam claramente (ou não?), segundo eles, que a banda usava a droga e queria que outros a usassem.

Com tantos protestos, muitas rádios boicotaram a música. Lennon negou veemente as acusações, enquanto Paul McCartney confirmou anos depois, que era sim sobre LSD.

 The Number of the Beast – Iron Maiden

No começo dos anos 80, a banda metal Iron Maiden havia mudado de vocalista, e acabou apresentando Bruce Dickinson de forma avassaladora. Lançaram o terceiro disco com uma temática mais pesada que os anteriores, tendo referências explícitas ao Coisa Ruim. Obviamente, os religiosos acusaram a banda de satanismo, principalmente depois do hit ‘The Number of The Beast‘. Ironicamente, porém, o compositor Steve Harris disse que não tinha nada a ver com satanismo, e que a temática da música é apenas sobre um pesadelo que ele teve.

 Na Boquinha da Garrafa – É o Tchan

Nos anos 90 a banda-palhaço Mamonas Assassinas havia sofrido um trágico acidente de avião sem sobreviventes. Com o povo em choque, o mercado sentiu a necessidade de outro grupo que suprisse o humor brasileiro com letras de duplo sentido e carisma. O resultado foi a ascensão dos pagodeiros do É o Tchan. Mas pra eles não bastavam cantar músicas com duplo sentido, tinham que popularizar coreografias e mulheres com pouca roupa, que se espalharam como uma doença. A polêmica se dá na falta de limites dessa ‘popularidade': crianças dançavam e cantavam músicas como ‘Na Boquinha da Garrafa’ sem pudor algum e, muitas vezes, ao vivo na TV! É a questão da erotização infantil que mais polemizou, pois as crianças não entendiam nada da letra e faziam graça cantando e dançando sobre ‘descer e subir na boquinha da garrafa’.

 Suicide Solution – Ozzy Osbourne

Em 1986 um adolescente deprimido disparou uma arma contra sua cabeça enquanto ouvia a música “Suicide Solution” de Ozzy Ousbourne, de seis anos atrás. Os pais culparam o músico, que a princípio recebeu duras críticas por escrever incentivando o suicídio. Para os acusadores, a música, que já no título diz que o suicídio é a solução, contém várias passagens que levariam o jovem à ruína. “Suicídio é a única saída”, “descanse sua cabeça” e “suicídio é mais lento com álcool” são algumas delas.

Ozzy foi chamado à Corte para se pronunciar e desmentiu tudo: “Suicide Solution” estava no sentido de ‘solução’ como substância, e não como modo de resolver problemas. A música, na verdade, era sobre seus problemas com ácool. Ou seja, de certa forma é um suicídio lento e doloroso, mas de forma alguma uma ordem para adolescentes depressivos se matarem.

 Lemon Incest – Serge Gainsbourg

A cantora e atriz Charlotte Gainsbourg lançou seu primeiro álbum em 1986, aos 15 anos. O álbum foi feito em parceria com seu pai, com a temática principal de declaração de amor. Poderia ser uma iniciativa muito bonita se não fosse um amor bem mais suspeito e doentio. Para se ter uma ideia, uma das canções mais famosas se chama ‘Lemon Incest‘ (incesto de limão, em tradução livre)  e o clipe da música mostra pai e filha deitados na cama.

Nem preciso dizer o rebuliço que causou, afinal, ninguém aceita uma música que parece romantizar a pedofilia e o incesto, onde o pai chama a filha de ‘criança deliciosa’ com pouca roupa em uma cama. Ambos sempre declararam que a inteção do clipe e da música é, realmente, causar polêmica.

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6 responses to “As 10 músicas mais polêmicas”

  1. Jean Gabriel says :

    Meu onde vc encontra essas coisas ? Muito bom ! ta evoluindo bastante o canal e o blog parabéns de vera!

    • igorhsb says :

      vlw vey! Cara, cavucando na net mesmo kkkkkkk. wikipedia em portugues, qdo n basta eu vejo na versão em ingles, em outros blogs, sites oficiais… Uma hora acho coisa q preste XD

  2. Raphael Negaz says :

    CADE LOSE YOUR SELF DO EMINEM NESSA LISTA AI

  3. elizery says :

    essas ai são facil.. . quero ver encarar essa (http://letras.mus.br/chitaozinho-e-xororo/265662/) sem parar por um segundo e não pensar na vida que esta levando

  4. anderson oliveira says :

    cade as do tyler the creator, muito mais horrocore do isso. mas tá otímo parabéns.

  5. Karen florindo says :

    O top poderia estar bem melhor

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